quarta-feira, 30 de novembro de 2005

hoje


hoje estou cansada
de tudo e de nada
desta vida que não para
da felicidade ser tão rara

queria ter a felicidade deste bebe...olhando para ele sinto paz, tranquilidade, amor, beleza...quem me dera ser ainda assim...onde está o abraço que me protege do mundo?onde estão os braços onde me sinto segura?onde está o peito onde adormeço em paz?onde está o amor que me deixa esta saudade imensa e dolorosa?

vem...vem-me buscar...vem cuidar de mim...vem-me adormecer no teu colo mas não me deixes acordar porque sem ti ao meu lado quero passar a vida a sonhar já que nos sonhos estás sempre comigo...

deixem-me descansar...deixem-me sorrir de novo com vontade e sem motivo...deixem-me recuperar forças antes de voltar à azafama desta vida...

por vezes sinto-me perdida...é por estar longe do meu Norte...

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Declaração ao luar



E de repente sinto a vida que regressa aos meus dedos gélidos e inertes...o entorpecimento passa lentamente ao mesmo tempo que regressa a inspiração...e eu escrevo...escrevo de novo, respiro de novo, sinto de novo, vejo de novo, vivo de novo! Regressei com minhas mãos ao mundo dos vivos e saudei-o com carinho e saudade...Caie uma lágrima de meus olhos...de tristeza? não...porquê tristezas? de alegria...sim...pois há hoje de novo uma fonte de palavras que brota dentro de mim...Ah a saudade da escrita, de abrir a minha alma ao mundo, de ganhar asas e voar por outros mundos como uma lagarta no seu primeiro dia de borboleta...estico as minhas assas, espreguiço depois de um longo sono e parto rumo ao sonho, ao horizonte, ao infinito desconhecido mas belo, ao pôr do sol que vejo da janela...e como me aquecem as suas cores quentes neste frio dia de inverno...envolvem-me na sua magia, enfeitiçam os meus sentidos que absorvem toda a sua energia tentando a custo segurar as réstias de mais um dia...e o sol corre a esconder-se...por momentos sinto-me vazia como o céu...de repente, vejo ao alto a lua tímida que espera que a luz acabe e o seu escureça para se fazer sentir...vejo sua água de prata banhar o chão e caminhar lentamente até meus pés, veio banhar-me em sua luz, encantar-me em seu mistério e eu sorrio e agradeço-lhe porque não me abandonou à escuridão...Minha pérola, fiel amiga de tantas noites em claro, de tantas noites sem sono, de tantas manhãs que vi nascer...quase tantas como os sois que vi desaparecer...minha lua, tu que reges as minhas noites, que despertas a alma deste pássaro noctívago e o fazes voar, sabes minha lua, que quando digo que amo o pôr do sol me julgam triste? Me acham pessimista, julgam que é da luz que me despeço com saudade nos seus últimos momentos no horizonte...pobres ignorantes...não percebem que o encanto do lusco-fusco é o de preceder a tua entrada triunfal no céu, é o de corar o azul inocente do dia com cores quentes, apaixonantes, embriagantes, que nos avisam que algo de mais grandioso está para chegar, tu...o teu encanto feminino...enfeitiçante, misteriosa...Deusa, mulher, mãe, irmã, companheira e filha...Volta-me hoje a vida aos dedos, fluí a escrita e a inspiração por eles...e é teu o primeiro texto que deles saí.
Minha lua, caminho nesta noite ao teu encontro, estico as minhas mãos em direcção ao céu e toco-te ao de leve na face...é tão suave, delicada, como a pele pessegada de um bebé...és tu que estás mais perto hoje ou sou eu que subo ao céu e me foi dado prémio de te tocar? Levanto-me. Na janela pareces ainda mais próxima...a brisa veio trazer-me o um recado...trazer-me um beijo...trazer-me um murmúrio de alguém que também te ama, que também te fala, que te pede e te pergunta por mim, porque tu minha jóia que me contemplas desse alto pedestal tudo vês, tudo ouves, amiga e mãe que consolas as nossas dores, contemplas nosso choro, apaziguas nossa saudade...mensageira dos recados que viajem entre corações...seca hoje também as nossas lagrimas...Apaga esta dor!!!! Ou então mata-me! Deixa-me morrer de amor...Porque insistes para que viva? Porque me das força e me alimentas a esperança? Deixa-me...deixa-me partir...deixa-me voar esta noite uma última vez para junto de ti...ó lua que hoje és tão branca, tão cheia de magia, tu que podes tudo o que queres dá-me um pouco da tua beleza, um pouco da tua magia, um pouco...só um pouco dessa tua alvura de paz e de tranquilidade...acalma o meu coração, diz-me que serei feliz...que seremos felizes...Diz-me ó lua, tu que me segues e me guias, se um dia vou trocar estas lágrimas por alegrias, estas dores por risos e a realidade será igual às fantasias...ilusões que unem os corações dos amantes enamorados...ouço o chamar da minha alma noutro corpo, quero correr para ela mas não consigo, não tenho forças...leva-lhe tu meu recado por favor. Diz-lhe que não chore que tenha esperança, que aguarde com perseverança o meu retorno...diz-lhe que não beijo mais doce que o do regresso depois de longa ausência...diz-lhe que o amo...dizes? Assim já me acalmas...o choro sossega...a brisa termina...a caneta, essa pouso-a quieta na janela...rasgo em mil pedaços esta carta que te escrevo e sopro...e vejo-os voar no céu como pequenas pombas brancas...Vão, vão, vão! E levem meu recado de amor, de saudade e esperança. Voem! Corram! A lua irá indicar-vos o caminho, a morada distante de parte de mim, de onde vem o choro da minha alma, de onde vem o grito da saudade!
Já é tarde...sinto o frio de novo a invadir-me...fecho a janela e invade-me um arrepio de conforto aconchegando o robe ao corpo...Despeço-me com um beijo...Boa noite minha pérola que cuidas de mim, boa noite meu amor...

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

just something


Tem dias que o corpo quebra de tanto cansaço...doe tudo, os olhos pesam, e ele grita pedindo por descanso, até a cabeça se recusa a raciocinar mais...mas não da para parar...o tempo não tem pause como no video e não nos dá chance de

poder apreciar um momento como gostariamos ou fazer algo que nos faria feliz...num mundo de pressas em que estamos sobrecarregados de trabalho onde ficou o tempo para nós?o tempo para um simples pensamento dirigido a nossa vida, aos que amamos, a nós mesmos...um tmpo para apreciar devidamente um por do sol, o cantar dum passaro, um céu estrelado...quantas vezes nem reparamos na sua beleza...

Há duas coisas na vida que deviam esticar ou então haver sem limites para felicidade de cada um de nós...tempo para apreciar a vida em todo o seu esplendor e dinheiro para nos podermos sustentar sem preocupações...

seria bom um mundo assim não?...