Ai de mim que hoje choro
Que sofro mais uma vez
Que sem saber porque desespero...
Eu disse sem saber?
Mentira....
Eu sei mas não quero saber!
Desta dor conheço a razão sem conhecer
Já me habituei a sofrer
Não procuro razões
Desconheço as respostas às questões
Lagrimas?
Já n m restam pra chorar
Dor?
Já se aninha no abrigo do meu peito
Não durmo
Não como
Deixo-me neste chão definhar
Deixo-me aqui deitada soluçar
Só
Perdida
Abandonada
Largada
Esquecida
Na solidão das sombras da noite escura
Essas que me envolvem e me abrigam
Essas que me escondem a tristeza crua
As sombras da lapide fria
Dizendo em letras apagadas “aqui jaz frio na pedra
dura o corpo abandonado duma alma perdida”
quinta-feira, 27 de outubro de 2005
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