quinta-feira, 27 de outubro de 2005

alma perdida

Ai de mim que hoje choro
Que sofro mais uma vez
Que sem saber porque desespero...
Eu disse sem saber?
Mentira....
Eu sei mas não quero saber!
Desta dor conheço a razão sem conhecer
Já me habituei a sofrer
Não procuro razões
Desconheço as respostas às questões
Lagrimas?
Já n m restam pra chorar
Dor?
Já se aninha no abrigo do meu peito
Não durmo
Não como
Deixo-me neste chão definhar
Deixo-me aqui deitada soluçar

Perdida
Abandonada
Largada
Esquecida
Na solidão das sombras da noite escura
Essas que me envolvem e me abrigam
Essas que me escondem a tristeza crua
As sombras da lapide fria
Dizendo em letras apagadas “aqui jaz frio na pedra
dura o corpo abandonado duma alma perdida”

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